1 Milhão de Portugueses
condenados sumariamente por um crime que não cometerão!
Hoje vou falar
daqueles que por terem sido despedidos foram condenados a uma apresentação
quinzenal. Mas como se não lhes bastasse o azar de terem ficado sem emprego,
foram condenados a uma apresentação quinzenal, que para azar de muitos nem
sequer é numa qualquer esquadra da polícia. Mas em centros de emprego lutados
onde as filas levam as pessoas a irem para a porta as 5 da manha, mas nem tudo
é mau há sempre aqueles que podem fazer a apresentação quinzenal na junta de
freguesia.
De facto ficar
desempregado deve ser um crime muito grave, provavelmente equiparada ao tráfico
de drogas ou ao roubo já que esta é uma medida de coação vulgar neste tipo de
crimes, ou pior, recordo-me de um pedófilo que foi condenado a três anos de
pena suspensa sem qualquer obrigação de apresentação nas autoridades policiais.
Saliente-se ainda que nestes casos fui o próprio a cometer o ilícito, enquanto,
que um desempregado fica nessa condição devido a decisão de uma terceira pessoa
que não recebe qualquer penalização.
Falemos por
exemplo das peripécias pelas quais passa um desempregado em Vila do Conde.
Vila do Conde
apenas tem uma repartição do centro de emprego da Povoa de Varzim, que funciona
exclusivamente da parte da manha e com uma única funcionaria, daquelas da velha
guarda, que por darem o seu posto de trabalho como garantido parece fazer
questão de raramente chegar a horas ao seu posto de trabalho. È graças a
comportamentos como este que, a opinião publica sobre os trabalhadores do
estado é tão ma, o que os faz andar na boca do mundo.
Salvo raras
excepções ou nenhumas quando esta senhora chega já existe um grande número de
pessoas a porta, algumas chegam a ir para lá as 5 da manha para garantirem que
conseguem revolver os seus problemas. Assim sendo não e raro ouvir-se dizer. -
Só tens este comportamento porque tens o teu garantido. - Queria ver-te na
nossa situação! – Isto é gozar com a cara das pessoas! – Já se esqueceu quem
lhe paga as contas!
A primeira tarefa
que esta “empenhadíssima” funcionaria publica leva a cabo é a distribuição de
sanhas numéricas, mas não sem antes perguntar, pessoa a pessoa, qual o assunto
que vem tratar isto perante os espectadores atentos que já lá estavam antes
desta senhora chegar. (Talvez seja uma ideia governamental para fomentar a
solidariedade entre desempregados! Quem sabe!) Que bom seria se todos os
negócios tivessem clientes a porta antes da, loja abrir, e que mesmos irritados
e frustrados não saíssem da porta. Dependendo dos assuntos que cada pessoa
possa ter necessidade de marcar esta senhora entrega um numero limitado de
sanhas o que muitas vezes provoca a natural indignação de quem já passou longos
minutos a apanhar sol, frio ou ate chuva na expectativa de poder ser atendido.
- Quem não tiver
sanha pode ir a Póvoa.
Muitas das vezes as
informações, prestadas aos desempregados são imcompletas ou ironias sobre tudo
se se tratar de um desempregado com vontade de trabalhar, que ate se dispõem a aceitar
ordenados ultrajantes para se manter activo. Um desempregado que opte por pedir
desemprego a tempo parcial, é garantido que vai ter problemas, e no fim vai
concluir que o mais fácil teria sido ficar em casa. Vai se fartar de correr
para o centro de emprego, e como as instituições do estado sofrem de sérios
problemas de comunicação entre si, e com os Utentes também vai ter de ir umas
quantas vezes a segurança social. Os benefícios previstos para este tipo de
situação são muito reduzidos, passam pela suspensão da humilhante necessidade
de se apresentarem quinzenalmente, e por uma pequena bonificação financeira de
difícil calculo, e em alguns casos inferior aquele que o trabalhador vai
descontar por estar a trabalhar a tempo parcial, mesmo que o faça durante a
maioria do tempo que usufrui deste direito.
Por sua vez o centro
de emprego da Póvoa também acumula filas verdadeiramente monstruosas, que
muitas vezes levam a desentendimentos e motivam a intervenção do segurança, que
perante o desespero das pessoas, que recorrem a este serviço até já ele da
informações e carimbam papeis. Aqui também e frequente verem-se filas a formar
durante a madrugada.
Depois como na maioria
dos serviços públicos os funcionários sabem tudo de tudo um pouco, Ou seja não
sabem nada de coisa alguma.
No fim do subsídio
de desemprego e caso não se tenha encontrado trabalho, o que no caso dos quadros
especializados é quase impossível independentemente da sua experiencia profissional
ou currículo académico. Os desempregados podem pedir um apoio social, no
entanto sei de casos, de pessoas que vivem em casa dos pais, e estou a falar de
pais com vencimentos considerados razoáveis (mas atenção neste pais quem ganhe
mil euros e rico) a quem foi atribuído este subsídio, por outro lado sei de
pessoas a viver sozinhas e sem qualquer fonte de rendimento a quem o pedido foi
negado. Resumindo uma pessoa que luta diariamente para pagar a hipoteca da sua
casa, para pagar as suas contas e se alimentar vê negado o acesso a este tipo
de apoio. Talvez seja mais uma daquelas medidas de controle, de despesa. Assim pode
ser que a pessoas acabem por abrir falência o banco fique com mais uma casa e a
pessoa acabe a viver sabe Deus onde e a custa de um RIS.
Afinal quem protege
o estado os Portugueses, ou os grandes interesses económicos, que no caso dos
bancos ate me parece que não tiram, grande benefício já que o que não faltam e
bancos a tentar verem-se, livres de casas.
È incompreensível
como numa altura em que o pais tem tantos desempregados e que este numero
continua a aumentar, numa altura em que se fala em reduzir funcionaria públicos
ou em muda-los de serviço. Não se proceda a um reforço dos funcionaria nos centros
de emprego, e por exemplo na segurança social e IMTT, que são também
repartições publicas muito dadas a este tipo de vicissitudes. Não entendo
também porque, que tal como nas empresas e nos hospitais não há funcionários
especializados em determinados assuntos. Ninguém pode saber tudo sobre tudo.
A todos os que
comprem o seu trabalho com espírito de missão, aqui fica o meu abrigado e
reconhecimento. Bem como um pedido de desculpas por algumas atitudes menos reflectidas
e tomadas em momentos de desespero por um qualquer português?