domingo, 2 de fevereiro de 2014


Se quiser descobrir o que faz uma flor num espaço de reflexão cívica leia!



Eu sempre fui muito renitente quanto a possibilidade de aderir ao facebook por considerar que era sobretudo uma montra de vaidades onde cada um decidia tornar a sua vida mais ao menos pública, num estranho paralelo com o momento em que vivemos e, em que muitos sentem a sua privacidade ameaçada. Mas uma vez que, defendo que todos devemos ter um papel e uma voz activa na sociedade, fui obrigado a reconsiderar a minha posição sobretudo devido ao papel que o facebook teve na Primavera Árabe e mais tarde em algumas manifestações que foram acontecendo no nosso país e, por esse mundo fora.
No entanto, é bom lembrar que a Primavera Árabe não foi despoletada pelo facebook, mas sim pelo acto desesperado e repleto de simbolismo religioso de Mohamed Bouazizi,que se imolou no mercado de Sidi Bouzid na Tunisia no dia 22 de Março de 2011. O facebook bem como outras comunidades virtuais apenas possibilitaram a propagação do sentimento de indignação e revolta dos Tunisinos, que através desta ferramenta consertaram esforços para derrubar o ditador Ben Ali, revolta esta que se foi propagando por todo mundo árabe.
Perante estes factos e, já muito tarde, resolvi aderir não só ao facebook mas também a vários grupos de discussão política e social, na esperança de poder contribuir activamente para a persecução de um futuro melhor para todos aqueles que vivem em Portugal, e para tentar criar condições para que os nossos emigrantes, sintam que caso queiram podem voltar a sua terra natal. Paralelamente criei também um blog, (http://umadislexia.blogspot.pt/) no entanto, a minha entrada no ciberespaço tem se revelado um desafio muito complicado por ser um analfabeto informático, facto ainda agravado pela minha profunda dislexia. Mas com algum esforço e alguns desentendimentos provocados exactamente pela minha falta de conhecimentos na utilização das ferramentas disponibilizadas pelo facebook tenho conseguindo publicar as minhas reflexões. No entanto dada aquela que acredito ser a nobreza do meu objectivo, não seram com certeza ser estes dois senãos que me vão fazer deixar de perseguir os meus ideias e objectivos, e muito menos vão impedir a minha inquietação cívica, e vontade de fazer abanar as estruturas.
No entanto a minha esperança inicial de que os movimentos existentes no facebook se pudessem assemelhar ao movimento republicano, que a partir de 31 de Janeiro de 1891 lutou pelas ideiais de LIBERDADE IGUALDADE E FRATERNIDADE, princípios esses que acabou por conseguido alcançar em 5 de Outubro de 1910, tem vindo a degradar-se. As minhas dúvidas quanto a capacidade que estes movimentos têm em fomentar reflexão sobre os assuntos do país, e ainda mais na sua capacidade de influenciar positivamente o poder político, são tão grandes, que temo que estes grupos acabem esmagados como uma boa parte dos revoltosos 31 de Janeiro de 1891, não por terem sido esmagados a força das balas, mas por falta de organização. A velocidade a que os acontecimentos se sucedem nas sociedades modernas, não podemos esperar que passem 19 anos para mudar a forma como este país e governado e a forma de “fazer política, sobe pena de que as mudanças aconteçam tarde demais. A conjugação destas dúvidas fazem com que o nosso 5 de Outubro me pareça cada vez mais uma miragem!
Eu actualmente participo em 11 movimentos cívicos diferentes, e considero que em todos eles existe um grande número de pessoas com capacidades e conhecimentos capazes de promover mudanças e despertar consciências, através a acutilância e sagacidade dos seus comentários, sendo que muitas dessas pessoas, tal como eu estão presentes em mais que um movimento.
 Mas apesar dos esforços dos administradores destes grupos, eles tendem a tornar-se em espaços onde cada um vai expondo as suas próprias mágoas de forma mais ou menos egoísta. Muitas vezes as pessoas publicam artigos sem ver ou sem se aperceberem de que, este mesmo tema já foi abordado por alguém, o que origina uma duplicação de comentários e dificulta o debate, por si só já difícil devido ao elevado número de movimentos. São ainda frequentes algumas publicações de carácter mais pessoal como musicas e votos a boa noite, ou ate posts publicitários, Outro dos problemas e o elevado número de publicações num corto período de tempo. Há ainda um outro problema fomentado pelos factos que descrevi nas alíneas acima, estou a falar do elevado número de gostos que uma publicação pede ter por contraponto com a não publicação ou até inexistência de comentários, ficando tal facto em muitos casos a dever-se a saturação dos leitores quanto a alguns temas, o que faz com que apenas leiam letras gordas, sendo também frequentes os gostos por simpatia pessoal.
Assim devido ao elevado número de grupos e de publicações feitas em cada um destes grupos tornasse difícil o debate, e a saída do mesmo do mundo virtual para a política activa. Assim arriscamo-nos a perder muitosestadistas….
Assim desafiava os administradores de movimentos político sociais a tentarem unir forças para criar uma plataforma de debate alagada, propondo ainda a limitação do número de publicações que cada um dos membros pode publicar num dado período de tempo (1 dia; 2 dias, 1 semana…) e a promover um dia especifico para realizar debates periódicos, podendo os temas serem definidos pelos seus administradores, O tema dos debates poderá também ser definido em função da publicação mais lida ou comentada ou com maior numero de gostos num dado período de tempo, existindo ainda a possibilidade dos temas serem escolhidos por votação dos membros
Caso estes debates venham a alcançar o sucesso que em penso, que tem potencial para alcançar. Com o tempo e com a devida preparação poderão sair do mundo virtual e emergir na sociedade, aumentando a sua visibilidade, através da possível exposição “mediática” que pode facilitar o objecção de consciência e reflexão que devem ser feitas por todas as pessoas.
Alguma coisa temos que fazer para não acontecer como a Primavera Árabe e não perdermos todo este potencial renovador que existe nos vários movimentos.
Obviamente neste meu acto reflectivo, também encontro as minhas atitudes, factos que contribuíram para o enfraquecimento destes movimentos cívicos.

Não posso no entanto deixar de salientar, o nascimento na passada 6f de um novo partido, no entanto este partido nasce pela mão  de um politico já no activo, e decidente de um dos partidos já existentes.



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