Marketing
Politico
O papel de cada
um!
Como é que alguém pode esperar que os Portugueses acreditem na classe política, após a nomeação desta senhora (Berta Cabral) para secretaria de estado da defesa nacional. Depois ter criticado duramente o governo em funções e ter ameaçado votar contra o orçamento de estado, esta senhora é nomeada para um cargo dentro do mesmo governo que tão severamente reprovou na fase final da candidatura a Presidente do Governo Regional dos Açores.
Algumas figuras
do partido ao qual esta senhora pertence, vieram agora a público dizer que a
sua actuação durante a campanha nada mais visou do que o marketing politico. Eu
cá digo que me pareceu uma atitude desesperada de conseguir um novo “taxo” com
mais visibilidade, e poder. Não sei se não devo começar a preocupar-me com a
segurança da minha Pátria!
Mas este não é um
mal exclusivo desta senhora nem deste partido senão veja-se bem!
Comecemos pelos
partidos do poder!
A figura central
do estado, esta entregue a alguém que o seu próprio pai diz em plena campanha
eleitoral não ser sequer
capaz de governar a própria casa. (Peço desculpa por não poder publicar um link
desta entrevista, mas esta parece nunca ter existido. Não fosse eu ter ouvido
pessoalmente, e não acreditaria.)
A apoia-lo está,
o sempre disponível colega de direita! Que em tempos idos, teve um discurso
bastante pungente. Esta é a segunda vez que sustenta um governo de coligação.
No primeiro ficou responsável pela pasta da defesa nacional, desta vez ficou
com a pasta dos negócios estrangeiros para não levantar muita poeira.
De salientar que
no fim do seu primeiro mandato, surgiram varias dúvidas quanto a um determinado
negócio no valor de 880 milhões de euros na altura ainda se acreditava
que era possível ter
vacas gordas sem as alimentar, ou alimentando exclusivamente o pastor. O caso já foi a julgamento
num outro país onde teve como desfecho a condenação de alguns dos envolvidos.
No entanto não convêm muito que se fala no assunto; dá sempre jeito ter alguém
disponível com quem nos ligarmos. Afinal de contas foi desta necessidade que
nasceu a que se acredita ser a mais velha profissão do mundo.
Pergunto-me se
não seria capas de se coligar com a esquerda!
No partido que se
quer assumir como opositor directo, temos um Líder que vive abafado por um
comentador político, que ao nível do tal “marketing político” é do melhor que
este pais já viu. É um líder que não entendo, como alguma vez poderá aspirar a
liderar o país quando não consegue manter uma liderança estável do seu partido,
facto que se fez sentir assim que assumiu funções. Talvez a única via de para
chegar a primeiro ministro seja a falta de alternativas, e o total
descontentamento com o governo actualmente em funções. Isto se não cair entes
do governo!
Mais a esquerda
temos um senhor muito simpático, quase um dinossauro da vida política, que tem
sérias dificuldades em fazer passar a sua mensagem, a não ser numa festa
conhecida pelos canecos. É um partido que acima de tudo se destina a fazer
barulho. No entanto merece alguma consideração da minha parte por se manter um
ideólogo.
Depois temos um
partido bicéfalo! Brilhante…
Só falta, é
saber o porque desta bicéfalia, que dito desta forma mais parece uma doença.
Será por falta de tempo ou de capacidade por parte dos dois intervenientes para
exercer as responsabilidades que o cargo acarreta?
Será por terem
ideologias ligeiramente diferentes ou será que estão a pensar num hipotético
cenário eleitoral em que possa ser necessário sacrificar um dos elementos para
se poderem coligar com alguém.
Na ultima linha
temos alguns partidos dos quais poucas pessoas sabem o nome, e que tem muito
pouca ou nenhuma voz no contesto político.
Não quero com
isto dizer que exercer um cargo político é fácil, bem pelo contrário,
provavelmente todas estas críticas, só sejam possíveis devido à dificuldade dos
cargos que estas pessoas ocupam. No entanto, penso que nos fazem falta alguns
políticos com mais carisma, ideologia, conhecimento do país, pensamento
estratégico para lá de um mandato e eloquência, na comunicação com o país.
Felizmente ainda
nem todas as declarações da senhora que me levou a este desabafo desapareceram.

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