segunda-feira, 22 de abril de 2013


Marketing Politico

O papel de cada um!


Como é que alguém pode esperar que os Portugueses acreditem na classe política, após a nomeação desta senhora (Berta Cabral) para secretaria de estado da defesa nacional. Depois ter criticado duramente o governo em funções e ter ameaçado votar contra o orçamento de estado, esta senhora é nomeada para um cargo dentro do mesmo governo que tão severamente reprovou na fase final da candidatura a Presidente do Governo Regional dos Açores.
Algumas figuras do partido ao qual esta senhora pertence, vieram agora a público dizer que a sua actuação durante a campanha nada mais visou do que o marketing politico. Eu cá digo que me pareceu uma atitude desesperada de conseguir um novo “taxo” com mais visibilidade, e poder. Não sei se não devo começar a preocupar-me com a segurança da minha Pátria!

Mas este não é um mal exclusivo desta senhora nem deste partido senão veja-se bem!
Comecemos pelos partidos do poder!

A figura central do estado, esta entregue a alguém que o seu próprio pai diz em plena campanha eleitoral não ser sequer capaz de governar a própria casa. (Peço desculpa por não poder publicar um link desta entrevista, mas esta parece nunca ter existido. Não fosse eu ter ouvido pessoalmente, e não acreditaria.)

A apoia-lo está, o sempre disponível colega de direita! Que em tempos idos, teve um discurso bastante pungente. Esta é a segunda vez que sustenta um governo de coligação. No primeiro ficou responsável pela pasta da defesa nacional, desta vez ficou com a pasta dos negócios estrangeiros para não levantar muita poeira.
De salientar que no fim do seu primeiro mandato, surgiram varias dúvidas quanto a um determinado negócio no valor de  880 milhões de euros na altura ainda se acreditava que era possível ter vacas gordas sem as alimentar, ou alimentando exclusivamente o pastor. O caso já foi a julgamento num outro país onde teve como desfecho a condenação de alguns dos envolvidos. No entanto não convêm muito que se fala no assunto; dá sempre jeito ter alguém disponível com quem nos ligarmos. Afinal de contas foi desta necessidade que nasceu a que se acredita ser a mais velha profissão do mundo.
Pergunto-me se não seria capas de se coligar com a esquerda!


No partido que se quer assumir como opositor directo, temos um Líder que vive abafado por um comentador político, que ao nível do tal “marketing político” é do melhor que este pais já viu. É um líder que não entendo, como alguma vez poderá aspirar a liderar o país quando não consegue manter uma liderança estável do seu partido, facto que se fez sentir assim que assumiu funções. Talvez a única via de para chegar a primeiro ministro seja a falta de alternativas, e o total descontentamento com o governo actualmente em funções. Isto se não cair entes do governo!

Mais a esquerda temos um senhor muito simpático, quase um dinossauro da vida política, que tem sérias dificuldades em fazer passar a sua mensagem, a não ser numa festa conhecida pelos canecos. É um partido que acima de tudo se destina a fazer barulho. No entanto merece alguma consideração da minha parte por se manter um ideólogo.

Depois temos um partido bicéfalo! Brilhante…
 Só falta, é saber o porque desta bicéfalia, que dito desta forma mais parece uma doença. Será por falta de tempo ou de capacidade por parte dos dois intervenientes para exercer as responsabilidades que o cargo acarreta?
Será por terem ideologias ligeiramente diferentes ou será que estão a pensar num hipotético cenário eleitoral em que possa ser necessário sacrificar um dos elementos para se poderem coligar com alguém.

Na ultima linha temos alguns partidos dos quais poucas pessoas sabem o nome, e que tem muito pouca ou nenhuma voz no contesto político.

Não quero com isto dizer que exercer um cargo político é fácil, bem pelo contrário, provavelmente todas estas críticas, só sejam possíveis devido à dificuldade dos cargos que estas pessoas ocupam. No entanto, penso que nos fazem falta alguns políticos com mais carisma, ideologia, conhecimento do país, pensamento estratégico para lá de um mandato e eloquência, na comunicação com o país.

Felizmente ainda nem todas as declarações da senhora que me levou a este desabafo desapareceram.

Sem comentários:

Enviar um comentário