Imposto "único" de circulação automóvel! Único!?
Como penso, que grande maioria dos portugueses já deve saber,
as Finanças têm estado fortemente empenhadas em notificar os Portugueses para
pagarem o imposto de circulação automóvel, num esforço de que estas
notificações sejam feitas, o mais próximo possível do limiar dos prazos, para
tentar maximizar a receita arrecadada. Eu próprio fui notificado, o que motivou
a minha adesão ao Facebook e a criação do meu blog.
Embora penso que só comecei a ter alguma consciência
politica a partir de 1995, já depois de ter sido arrastado, para os efusivos
festejos pela eleição do “Professor” Cavaco Silva, que decorriam em verdadeiro
clima de apoteose em plena Avenida da Boavista, só me lembro de ver tantas
bandeiras de um “clube” quando o FCP foi pentacampeão. Na altura, não entendia
muito bem o que se estava a acontecer...Hoje já depois, deste Sr. ter ascendido à figura maior do Estado Português, consigo entender que se tratava de um pico
febril da virose do “cavaquinho que soa agora um pouco desafinado” mas apesar
de tudo lá se vai metendo como figura muí nobre da música Portuguesa.”
Pois bem, perdoem-me se às gafes gramaticais, acrescentar
alguma calinada temporal, mas recordo-me vagamente de mais ao menos durante
esse febrão, alguém implementar o Imposto Único de Circulação Automóvel, como
forma de pagar a expansão de rede rodoviária e permitir a manutenção da mesma. Não sei se foi antes ou depois que alguém se lembrou que talvez não
fosse má ideia abrir uma excepção na Constituição Portuguesa, para poder
confirmar a regra e assim tributar duplamente a aquisição de um automóvel, mais
uma vez sobre o pretexto de que era preciso aumentar a receita para poder
garantir a conservação das vias rodoviárias.
Assim com um pouco mais de certeza penso poder afirmar que todo o
Português que ainda consiga “sustentar” um carro contribui no mínimo com 4
“impostos para a conservação das estradas." Desta forma um Português começa
a sua actividade benemérita quando compra o carro, depois reforça todos os anos
pagando do imposto de circulação, mas como somos muito generosos entendemos que
devemos contribuir ainda um pouco mais pagando portagem, numa boa parte das auto
estradas deste pequenino país«a beira mar plantado», a qual ainda se soma o IVA
que aqui não é dedutível na rubrica de doações cada vez mais pequenina do IRS
(para quando uma cabine de portagem flutuante algures no meio do nosso mar)
Em súmula pagamos para que as auto estradas geridas, na
sua maioria por empresas privadas, estejam ao nível das melhores pistas de fórmula
1, pagamos para garantir a margem de lucro destas concessionarias, tão
empenhadas em contribuir para o desenvolvimento do país, pagamos para que as
estradas nacionais, possam estar sempre impecavelmente cuidadas( estradas essas
que entretanto deixaram de ser da responsabilidade da administração central e
acabaram sobre a alçada dos municípios).
E mesmo assim as estradas de Portugal, que confesso não saber
bem o que faz, apresenta prejuízos astronómicos, que servem de pretexto para
pedir mais um contributuzito aos Portugueses para as causas do asfalto, que indignados confirmados lá vão fazendo fila hora à porta do IMTT
hora à porta das finanças ou nas lojas da via verde. (Talvez tenha sido
por isso que o Governo se lembrou de cortar nos feriados, para contrabalançar
as horas de trabalho perdidas a porta de uma destas instituições.)
Mas a verdade é só uma, as pessoas estão indignadas, mas lá
vão pagando, enquanto gritam com uma qualquer equipa de reportagem...