quinta-feira, 20 de junho de 2013

Imposto "único" de circulação automóvel! Único!?




 Normalmente, não gosto de fazer mais que um comentário por semana, para dar a possibilidade às pessoas que se interessam pelas minhas publicações e os temas por mim abordados para que tenham tempo, para também elas poderem  reflectir sobre as minhas opiniões, e exprimir o seu ponto de vista. No entanto há acontecimentos que me corroem as entranhas, me roubam  noites de sono, e que hoje levam não só a publicar mais do que uma reflexão na mesma semana, mas  duas no mesmo dia.
Como penso, que grande maioria dos portugueses já deve saber, as Finanças têm estado fortemente empenhadas em notificar os Portugueses para pagarem o imposto de circulação automóvel, num esforço de que estas notificações sejam feitas, o mais próximo possível do limiar dos prazos, para tentar maximizar a receita arrecadada. Eu próprio fui notificado, o que motivou a minha adesão ao Facebook e a criação do meu blog.
Embora penso que só comecei a ter alguma consciência politica a partir de 1995, já depois de ter sido arrastado, para os efusivos festejos pela eleição do “Professor” Cavaco Silva, que decorriam em verdadeiro clima de apoteose em plena Avenida da Boavista, só me lembro de ver tantas bandeiras de um “clube” quando o FCP foi pentacampeão. Na altura, não entendia muito bem o que se estava a acontecer...Hoje já depois, deste Sr. ter ascendido à figura maior do Estado Português, consigo entender que se tratava de um pico febril da virose do “cavaquinho que soa agora um pouco desafinado” mas apesar de tudo lá se vai metendo como figura muí nobre da música Portuguesa.”
Pois bem, perdoem-me se às gafes gramaticais, acrescentar alguma calinada temporal, mas recordo-me vagamente de mais ao menos durante esse febrão, alguém implementar o Imposto Único de Circulação Automóvel, como forma de pagar a expansão de rede rodoviária e permitir a manutenção da mesma. Não sei se foi antes ou depois que alguém se lembrou que talvez não fosse má ideia abrir uma excepção na Constituição Portuguesa, para poder confirmar a regra e assim tributar duplamente a aquisição de um automóvel, mais uma vez sobre o pretexto de que era preciso aumentar a receita para poder garantir a conservação das vias rodoviárias.
Assim com um pouco mais de certeza penso poder afirmar que todo o Português que ainda consiga “sustentar” um carro contribui no mínimo com 4 “impostos para a conservação das estradas." Desta forma um Português começa a sua actividade benemérita quando compra o carro, depois reforça todos os anos pagando do imposto de circulação, mas como somos muito generosos entendemos que devemos contribuir ainda um pouco mais pagando portagem, numa boa parte das auto estradas deste pequenino país«a beira mar plantado», a qual ainda se soma o IVA que aqui não é dedutível na rubrica de doações cada vez mais pequenina do IRS (para quando uma cabine de portagem flutuante algures no meio do nosso mar)
Em súmula pagamos para que as auto estradas geridas, na sua maioria por empresas privadas, estejam ao nível das melhores pistas de fórmula 1, pagamos para garantir a margem de lucro destas concessionarias, tão empenhadas em contribuir para o desenvolvimento do país, pagamos para que as estradas nacionais, possam estar sempre impecavelmente cuidadas( estradas essas que entretanto deixaram de ser da responsabilidade da administração central e acabaram sobre a alçada dos municípios).
E mesmo assim as estradas de Portugal, que confesso não saber bem o que faz, apresenta prejuízos astronómicos, que servem de pretexto para pedir mais um contributuzito aos Portugueses para as causas do asfalto, que indignados confirmados lá vão fazendo fila hora à porta do IMTT hora à porta das finanças ou nas lojas da via verde. (Talvez tenha sido por isso que o Governo se lembrou de cortar nos feriados, para contrabalançar as horas de trabalho perdidas a porta de uma destas instituições.)
Mas a verdade é só uma, as pessoas estão indignadas, mas lá vão pagando, enquanto gritam com uma qualquer equipa de reportagem...

- Minha gente, unam esforços para protegerem as vossas carteiras e manifestem-se de forma conjunta, pois só assim se farão ouvir. - Saiam à rua, levem faixas negras quando forem às finanças, paguem os seus impostos em roupa interior, mas por favor não se deixem espezinhar!

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