terça-feira, 22 de outubro de 2013

A divida que não fizemos e vamos ter de pagar!
A divida que nos será cobrada para que alguns possam enriquecer ainda mais…


Não haja qualquer dúvida que somos um País de coincidências, sobretudo no que diz respeito à ligação entre o poder político e os grandes grupos económicos!
Um bom exemplo, será sem dúvida, a coincidência que levou a EDP a anunciar o aumento das tarifas em 2,5% ao mesmo tempo que se ficavam a conhecer as medidas mais gravosas do orçamento de estado.
Haverá melhor forma de encobrir um roubo com outro roubo?
Igualmente caricato, é o facto deste agravamento da tarifa acontecer numa altura em que se esperava um aumento da concorrência no sector da energia, considerando que esta  entidade foi criada para defender os consumidores, e que aceitou o aumento das tarifas, justificando a sua decisão com a diminuição dos consumos energéticos.

Esta tão generosa EDP  diz que passa a vida e emprestar dinheiro ao Portugueses sem que estes o peçam… sem que assinem qualquer titulo de divida…Em muitos casos sem terem qualquer conhecimento da nota de divida que a EDP tem em relação a todos os Portugueses, “passivo esse” ao qual dá o nome de Défice tarifário.
Assim a administração da EDP parece ter escolhido cirurgicamente o dia para tornar publica a sua decisão já há muito tomada, de aumentar os seus preços em 2.5%. No entanto tal facto não nos deve surpreender uma vez que é gerida por um dos melhores gestores do País se não do mundo… e tem como presidente do conselho geral um financeiro/politico!!!  Não sei bem quem teve um papel activo na delineação do memorando da troika.
O director da EDP para alem e exímio gestor, é também, um genuíno Benemérito dos Portugueses, que rapidamente se apreçou a vir a publico dizer que a EDP poderia reduzir o custo da energia que cobra aos seus clientes para minimizar o aumento da TSU sobre os trabalhadores, proposto pelo governo, e que permitiria a EDP poupar largos milhares, que dificilmente seriam convertidos em posto de trabalho.
Este senhor( é um gestor de tal forma bom ) que em 2012 recebeu 3,1 Milhões de euros o equivalente a 6400 salários mínimos (dados retirados do relatório de contas entregue a CNVN)… Mais, este senhor è tão bom que, ocupa uma boa parte dos 365 dias do ano a participar em seminários, conferencias e eventos do género, para falar sobre energias renováveis, gestão ou a apontar soluções para a crise financeira do País, levando-me a questionar se realmente se trata de um gestor ou de um relações públicas da China Troi Goges…
Descobriu, com certeza, a fórmula mágica de prolongar as 24h do dia! Só assim se explica como e que alguém que tem a seu cargo a gestão de uma das maiores empresa do país passe tanto tempo em eventos públicos.

Eu não tenho nada contra os ordenados “milionários”…muito pelo contrário, no entanto assusta-me, em igual período, por exemplo pelo presidente da Microsoft (Steve Balmer). Um gere uma empresa que esta presente, em praticamente quase todos os países do mundo enquanto, que por sua vez o presidente da EDP, gere a principal fornecedora de energia eléctrica de um dos  mais pequenos Países e menos industrializado da Europa, com participações em, salvo erro mais 2 países, (comparação feita em função dos ordenados de 2010)

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