segunda-feira, 30 de setembro de 2013


O Delírio Febril Das Autárquicas!

O PS fala na “Maior Vitoria de Sempre” e num claro sinal de descontentamento com o governo, A CDU por seu lado diz que os resultados “traduzem o isolamento dos partidos do Governo e reforça a urgência da sua demissão”.
Eu cá quero acreditar que os resultados desta votação acima de tudo reflectem a capacidade dos Portugueses avaliarem qual a melhor pessoa para os representar e defender os seus interesses, independentemente da sua cor partidária. Quero acreditar que aos poucos vamos deixando cair uma visão clubista da politica, onde pouco importa o nome dos jogadores, mas sim se “ a minha” equipa ganha ou não o campeonato!
Acredito sim que houve partidos que na hora de escolherem os seus candidatos tiveram mais bom senso que outros, ou partidos com líderes com mais “pulso” sobre o seu partido, mas mais uma vez afirmo que a minha esperança vai no sentido dos resultados mais do que representarem a vitória de uma dada força politica representam uma vontade.
Dito isto a alguns factos que não posso ignorar:
De facto a nível partidário acredito que os partidos que realmente tiveram a capacidade de fazer a diferença na escolha dos seus candidatos foram o CDC-PP que ao obteve 5 câmaras. Facto que facilmente contraria a leitura da CDU, uma vez que este é um partido da coligação governamental, e que, até esteve no âmago da mais recente crise política e no entanto obteve mais 4 câmaras do que aquelas que vinha obtido nos últimos anos, e devo ainda defender a hombridade deste partido que ao contrário do seu parceiro de coligação fez a seguinte afirmação “Onde ganhámos, ganhámos juntos; e onde perdemos, perdemos juntos”, embora também defenda, que há aqui um clara tentativa de aproveitar os resultados do Porto. No entanto penso que também a CDU esta de parabéns uma vez que aumentou o numero de câmaras, e conseguiu conquistar grandes autarquias.
O BE na minha opinião acusou, o facilmente previsível, problemas de uma liderança bicéfala, que nem sempre é concordante, e que nos últimos tempos me tem parecido demasiado vaga.
Quanto aos dois grandes partidos deste país, devo salientar a inversão dos grandes oligopólios e a hegemonia local dos partidos levando a uma inversão de ciclo; por exemplo Braga passou após 37 anos do PS para o PSD bem como Guarda. Por seu lado Vila Real deixou de ser PSD para passar a PS, e Évora deixou de ser PS para passar a CDU
Devo ainda dar os parabéns a todas as candidaturas verdadeiramente independentes que, independentemente dos resultados que possam ter conseguido tiveram a capacidade de afrontar os partidos políticos e aumentar o nível de reflexão dos Portugueses.  
E por ultimo, apesar de acreditar que os meus comentários/análises, devem ser o mais imparciais possível, para permitir que cada um dos meus leitores tire as suas próprias conclusões, procurando apenas fomentar a reflexão e o debate através de pontos de vista distintos e de informação o mais precisa que me é possível, facto que fez com que evitasse fazer grandes comentários sobre o meu município o Porto. No entanto não posso deixar de dar os parabéns a todos os Portuenses, que mais uma vez, deram uma verdadeira lição de democracia e provaram ser pessoas de contas, e que não se deixam enganar pelo velho ditado que diz “ Ao povo da festa e comida, que tens a eleição garantida”. A cidade do Porto por muitos considerados de broncos e bairristas deu uma lição de democracia e Economia a todo o país, tendo pela segunda vez consecutiva surpreendido na nomeação do seu autarca, e fazendo ressurgir a velha expressão “Contas a moda do Porto”.
Saliento ainda a forma como o poder político se encontra refém de algumas das suas personagens sendo um claro exemplo disso a candidatura que o PSD apresentou a cidade do Porto, não havendo no partido capacidade para contrariar uma velha Raposa.
As únicas câmaras municipais onde os resultados me fazem antever alguma insatisfação com o Poder central são as da Região Autónoma da Madeira, onde o jornalismo nada tendencioso e muito optimista faz capaz como a que aqui trago.



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