Foi precisamente neste dia, há 50 anos atrás, que aconteceu um dos
mais mediáticos homicídios da história mundial e que conduziu à morte do
presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy.
Acredito que, se não tivesse sido prematuro o desfecho do seu mandato,
John Kennedy, seria, igualmente, um ícone da política mundial; pela forma como
lidou com a crise dos mísseis de cuba e com a guerra fria, mas também pela
forma como apoiou os movimentos de integração da comunidade negra num delicado
jogo de interesses conveniências políticas e ódios, bem como pela participação
no primeiro debate televisivo e pelas técnicas que utilizou para enfraquecer o
seu o opositor Richard Nixon considerado favorito na corrida a casa branca.
Por tudo isto, John F. Kennedy tornou-se numa das minhas
referências políticas, das quais poderei ainda destacar Winston Churchill num
espectro oposto ao de John F. Kennedy, ou Martin Luther King, e o controverso,
e nem sempre correcto, e opositor declarado de J. F. Kennedy, tendo feito as declarações
mais mediáticas e mais mal vistas quanto à sua morte. Falo de Malcolm X, também
ele activista dos direitos dos negros no EUA e fundador da Organização para a
Unidade Afro-Americana, também ambos, vítimas de homicídio. Ainda na luta pelo
direitos dos negros nos estados unidos não poderia esquecer o papel de James
Meredith ao ser o primeiro negro a conseguir fazer a sua matrícula numa
universidade, a este senhor ficaram a dever-se a seguinte declaração que, na
época, foi, na minha opinião, muito mal entendida “nada poderia ser mais
insultuoso do que a concepção de direitos civis para os afro-americanos. Isso
significa uma perpétua condição de cidadão de segunda-classe para mim e para
minha raça”.
Igualmente decisivo foi o papel de James Hood e Vivian Malone ao serem os
primeiros negros a matricular-se na Universidade do Alabama, acontecimento este
que apenas foi possível devido a intervenção directa de J:F Kennedy, e que
marca uma reviravolta histórica nos direitos dos Afro-Americanos, e esta na
origem de um dos melhores discursos de J:F Kennedy.
Mas o mundo não é feito apenas dos Estados Unidos, assim há que
destacar pessoas como Nelson Mandela, Mahatma Gandhi que som as suas atitudes
foram marcos decisivas na história, na libertação dos seus povos e na luta
pelos direitos Humanos. Devo ainda destacar algumas mulheres como Mary Quant,
que num acto de libertação feminina e de luta pelos direitos da mulher acabou
por nos presentear com a criação da hoje indispensável mini-saia, ou Ava
Gardner pela promoção da utilização de Bikini afirmando a libertação sexual das
mulheres. É também obrigatório e provavelmente mais importante falar Kate
Sheppard responsável, pela primeira vez na história da humanidade pelo direito
de voto das mulheres na Nova Zelândia bem como Millicent Fawcettt, fundadora da União
Nacional pelo Sufrágio Feminino, na Inglaterra. E a mais conhecida de todas as
activistas do feminismo Simone de Boauvoir.
Naturalmente que nem tudo o que os homens por mim referidos
fizeram ao longo das suas vidas foi bom, nem eu concordo com todas as suas
ideias, no entanto a forma como através da retórica foram capazes de motivar as
pessoas para serem agentes da mudança em momentos decisivos da história
mundial, não pode deixar de me inspirar.
Deixo aqui John F. Kennedy algumas das suas frases que mais
gosto:
“Não perguntem o que o país pode fazer por vocês, mas o que vocês podem fazer pelo país”
“Não vamos procurar a resposta republicana ou a resposta democrata, mas a resposta certa. Não vamos consertar a culpa do passado. Vamos aceitar a nossa própria responsabilidade para o futuro.”
“Precisamos de homens que consigam sonhar com coisas que nunca
foram feitas.”

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