sexta-feira, 22 de novembro de 2013

                   
                      Pessoas que nos inspiram.

Foi precisamente neste dia, há 50 anos atrás, que aconteceu um dos mais mediáticos homicídios da história mundial e que conduziu à morte do presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy.
Acredito que, se não tivesse sido prematuro o desfecho do seu mandato, John Kennedy, seria, igualmente, um ícone da política mundial; pela forma como lidou com a crise dos mísseis de cuba e com a guerra fria, mas também pela forma como apoiou os movimentos de integração da comunidade negra num delicado jogo de interesses conveniências políticas e ódios, bem como pela participação no primeiro debate televisivo e pelas técnicas que utilizou para enfraquecer o seu o opositor Richard Nixon considerado favorito na corrida a casa branca.
Por tudo isto, John F. Kennedy tornou-se numa das minhas referências políticas, das quais poderei ainda destacar Winston Churchill num espectro oposto ao de John F. Kennedy, ou Martin Luther King, e o controverso, e nem sempre correcto, e opositor declarado de J. F. Kennedy, tendo feito as declarações mais mediáticas e mais mal vistas quanto à sua morte. Falo de Malcolm X, também ele activista dos direitos dos negros no EUA e fundador da Organização para a Unidade Afro-Americana, também ambos, vítimas de homicídio. Ainda na luta pelo direitos dos negros nos estados unidos não poderia esquecer o papel de James Meredith ao ser o primeiro negro a conseguir fazer a sua matrícula numa universidade, a este senhor ficaram a dever-se a seguinte declaração que, na época, foi, na minha opinião, muito mal entendida “nada poderia ser mais insultuoso do que a concepção de direitos civis para os afro-americanos. Isso significa uma perpétua condição de cidadão de segunda-classe para mim e para minha raça”. Igualmente decisivo foi o papel de James Hood e Vivian Malone ao serem os primeiros negros a matricular-se na Universidade do Alabama, acontecimento este que apenas foi possível devido a intervenção directa de J:F Kennedy, e que marca uma reviravolta histórica nos direitos dos Afro-Americanos, e esta na origem de um dos melhores discursos de J:F Kennedy.

Mas o mundo não é feito apenas dos Estados Unidos, assim há que destacar pessoas como Nelson Mandela, Mahatma Gandhi que som as suas atitudes foram marcos decisivas na história, na libertação dos seus povos e na luta pelos direitos Humanos. Devo ainda destacar algumas mulheres como Mary Quant, que num acto de libertação feminina e de luta pelos direitos da mulher acabou por nos presentear com a criação da hoje indispensável mini-saia, ou Ava Gardner pela promoção da utilização de Bikini afirmando a libertação sexual das mulheres. É também obrigatório e provavelmente mais importante falar Kate Sheppard responsável, pela primeira vez na história da humanidade pelo direito de voto das mulheres na Nova Zelândia bem como Millicent Fawcettt, fundadora da União Nacional pelo Sufrágio Feminino, na Inglaterra. E a mais conhecida de todas as activistas do feminismo Simone de Boauvoir.
Naturalmente que nem tudo o que os homens por mim referidos fizeram ao longo das suas vidas foi bom, nem eu concordo com todas as suas ideias, no entanto a forma como através da retórica foram capazes de motivar as pessoas para serem agentes da mudança em momentos decisivos da história mundial, não pode deixar de me inspirar.
Deixo aqui John F. Kennedy  algumas das suas frases que mais gosto:

“Não perguntem o que o país pode fazer por vocês, mas o que vocês podem fazer pelo país”

“Não vamos procurar a resposta republicana ou a resposta democrata, mas a resposta certa. Não vamos consertar a culpa do passado.  Vamos aceitar a nossa própria responsabilidade para o futuro.”

“Precisamos de homens que consigam sonhar com coisas que nunca foram feitas.”



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