O aumento da violência praticada pelos jovens!
Depois de ter escrito um texto sobre as praxes que contou com um
número muito significativo de leituras, achei por bem que devia aprofundar um
pouco mais este tema falando do crescente aumento de violência entre os jovens,
quer esta assuma a forma de violência física ou psicológica na qual também
se poderá enquadrar a ciberviolencia. Não estabelecendo, no entanto, qualquer
relação com este fenómeno e com os factos ocorridos na praia do Meco, pois não
quero de forma alguma correr o risco de ser leviano sobre uma situação da qual
pouco se sabe e da qual muito provavelmente pouco se vira a saber.
Penso que e unânime a consciência de que a violência entre jovens tem vindo a aumentar consideravelmente nos últimos anos, havendo várias explicações possíveis para este fenómeno. Na minha opinião, este aumento de violência é uma consequência directa da crescente dificuldade que os pais e os agentes da educação (professores, funcionários etc) sentem em educar os jovens e em lhes em incutir valores. Esta dificuldade crescente talvez possa ser explicada, por exemplo com a frequência com que determinadas atitudes tomadas pelos pais na tentativa de educar os filhos são catalogadas como sendo experiências traumáticas. Pois bem, que me desculpem, mas e educação é feita de memórias e estas também são feitas de acontecimentos traumáticos, sendo que na minha humilde opinião uma boa parte da educação cívica de um indivíduo é conseguida através daquilo a que hoje insistimos em chamar traumas. Quem de nós não se recorda de um berro mais forte dos pais, de um castigo mais severo ou até de umas palmadas, e de durante um determinado período de tempo se sentir “traumatizado” pelo castigo de que foi alvo. Não sou de modo algum a favor da violência como método educacional, mas também não posso ser a favor da permissividade e do laxismo em que se caiu.
No que diz respeito aos fenómenos de violência que acontecem dentro e nas proximidades da escola, também tenho uma opinião muito própria, nos últimos anos os professores com a ajuda de outros profissionais foram fazendo a sociedade acreditar que a sua função era apenas ensinar e não educar, e verdade que sempre ouvi dizer que a educação vem de casa, mas que também se faz nas escolas, o esvaziar de autoridade dos intervenientes no espaço escolar na minha opinião preocupante. Se um indivíduo perante uma ameaça de agressão a sua pessoa ou a terceiros pode e na minha opinião deve intervir no sentido de se defender ou de sanar o conflito porque raio não o pode fazer também um professor! Obviamente que este tipo de situação devem ter a sua respectiva salvaguarda, para tal é importante que todos tenham em mente a seguinte frase que um dia me foi dita por um policia “1 muro pode ser defesa 2 pode ser compreensível e 3 são agressão).
Como e possível compreender ou aceitar que o castigo máximo aplicável por uma escola a um aluno seja a suspensão ou a expulsão, quando um dos grandes focos de indisciplina e violência esta na falta de vontade dos alunos em trabalhar. Se o aluno já tem dificuldade em trabalhar se e violento, vamos manda-lo para casa para ele continuar no “bem bom” este e um castigo que facilmente pode ser encarado pelos alunos como um caso em que o crime compensa, facto que me parece escandaloso, e que logicamente precisa de ser revisto. Ao Invés de enviar os alunos para casa, estes alunos poderiam muito bem ser obrigados a desempenhar tarefas suplementares no seio da escola como por exemplo varrer as salas de aula ou limpar Wc. Quase que me atrevo a garantir que se um aluno por mau comportamento fosse sancionado com a limpeza das casas de banho os níveis de reincidência de maus comportamentos seriam bem menores.
Como podemos permitir que em determinados estabelecimentos de ensino o professor não possa trancar a porta da sala de aula após um determinado período de tolerância, ficando sujeitos as interrogações constante provocadas pelo entra e sai dos alunos. Lamento mas se eu fosse professor fecharia a porta da minha sala de aula após 5 minutos do inicio previsto para as aulas. O meu trabalho seria pois dar aulas e para tal teria de ter a capacidade de minimizar os meus problemas para que estes não interferissem na minha vida profissional e não me causassem atrasos o mesmo princípio deveria ser valido para os alunos. Pois se o trabalho de um professor e dar aulas, o de um aluno e ir a escola e obter a respectiva qualificação. Se eu sou pago com um ordenado, os alunos são pagos com todos os sacrifícios que os pais fazem para lhes proporcionar uma vida condigna, e em muitos casos lhes darem coisas bem para além do estritamente necessário, ex roupas de marca, telemóveis topo de gama entre outros objectos, ou valores.
Deixem que sejam os pais a decidirem quais os tipos de castigos que podem ao não ser aplicados na escola dos seus filhos?
Mas educar não é apenas uma tarefa dos pais e da comunidade escolar, educar também é uma tarefa social e na qual todos temos responsabilidade. Por exemplo a algum tempos atrás um motorista da Resende (empresa de transportes públicos) recusou a andar com o autocarro até que alguém tivesse o bom senso se ceder o lugar a uma senhora com claras dificuldade de nubilidade. Ao motorista deixo os meus parabéns aos passageiros o meu insulto pelos 2 minutos ou mais que foram necessários até que algum se prontificasse a ceder o lugar e novo insulto pois foi uma das pessoas mais velhas que estava no autocarro que se levantou. Este e um acontecimento que me envergonha e que devia envergonhar todos nos.
Peço desculpa se estiver a ferir alguma susceptibilidades, mas a verdade e que tenho muita dificuldade em ficar calado ou em não expressar a minha opinião e indignação, mas de facto a muito que acredito que na origem dos problemas sócio económicos da sociedade estar sobretudo uma crise de valores/princípios e de expectativas, e que defendo profundas alterações no sistema de educação Português.
Vivemos numa sociedade em que quando há um acidente todo o português corre para ver mas quando assiste a uma agressão, roubo etc finge não ver.
No entanto volto a salientar que sou contra toda e qualquer tipo de violência seja qual for o seu intuito ou agente, e que muito mais que proibições defendo a regulamentação.
A educação cívica e moral do meu país esta de rastos afundada num esterqueiro, onde se perdeu a noção de respeito e de liberdade. Para quem não saiba a liberdade de um endivido termina quando começa a do outro.
Nota: Este texto não estabelece qualquer relação com as Mortes que aconteceram na praia do Meco
Penso que e unânime a consciência de que a violência entre jovens tem vindo a aumentar consideravelmente nos últimos anos, havendo várias explicações possíveis para este fenómeno. Na minha opinião, este aumento de violência é uma consequência directa da crescente dificuldade que os pais e os agentes da educação (professores, funcionários etc) sentem em educar os jovens e em lhes em incutir valores. Esta dificuldade crescente talvez possa ser explicada, por exemplo com a frequência com que determinadas atitudes tomadas pelos pais na tentativa de educar os filhos são catalogadas como sendo experiências traumáticas. Pois bem, que me desculpem, mas e educação é feita de memórias e estas também são feitas de acontecimentos traumáticos, sendo que na minha humilde opinião uma boa parte da educação cívica de um indivíduo é conseguida através daquilo a que hoje insistimos em chamar traumas. Quem de nós não se recorda de um berro mais forte dos pais, de um castigo mais severo ou até de umas palmadas, e de durante um determinado período de tempo se sentir “traumatizado” pelo castigo de que foi alvo. Não sou de modo algum a favor da violência como método educacional, mas também não posso ser a favor da permissividade e do laxismo em que se caiu.
No que diz respeito aos fenómenos de violência que acontecem dentro e nas proximidades da escola, também tenho uma opinião muito própria, nos últimos anos os professores com a ajuda de outros profissionais foram fazendo a sociedade acreditar que a sua função era apenas ensinar e não educar, e verdade que sempre ouvi dizer que a educação vem de casa, mas que também se faz nas escolas, o esvaziar de autoridade dos intervenientes no espaço escolar na minha opinião preocupante. Se um indivíduo perante uma ameaça de agressão a sua pessoa ou a terceiros pode e na minha opinião deve intervir no sentido de se defender ou de sanar o conflito porque raio não o pode fazer também um professor! Obviamente que este tipo de situação devem ter a sua respectiva salvaguarda, para tal é importante que todos tenham em mente a seguinte frase que um dia me foi dita por um policia “1 muro pode ser defesa 2 pode ser compreensível e 3 são agressão).
Como e possível compreender ou aceitar que o castigo máximo aplicável por uma escola a um aluno seja a suspensão ou a expulsão, quando um dos grandes focos de indisciplina e violência esta na falta de vontade dos alunos em trabalhar. Se o aluno já tem dificuldade em trabalhar se e violento, vamos manda-lo para casa para ele continuar no “bem bom” este e um castigo que facilmente pode ser encarado pelos alunos como um caso em que o crime compensa, facto que me parece escandaloso, e que logicamente precisa de ser revisto. Ao Invés de enviar os alunos para casa, estes alunos poderiam muito bem ser obrigados a desempenhar tarefas suplementares no seio da escola como por exemplo varrer as salas de aula ou limpar Wc. Quase que me atrevo a garantir que se um aluno por mau comportamento fosse sancionado com a limpeza das casas de banho os níveis de reincidência de maus comportamentos seriam bem menores.
Como podemos permitir que em determinados estabelecimentos de ensino o professor não possa trancar a porta da sala de aula após um determinado período de tolerância, ficando sujeitos as interrogações constante provocadas pelo entra e sai dos alunos. Lamento mas se eu fosse professor fecharia a porta da minha sala de aula após 5 minutos do inicio previsto para as aulas. O meu trabalho seria pois dar aulas e para tal teria de ter a capacidade de minimizar os meus problemas para que estes não interferissem na minha vida profissional e não me causassem atrasos o mesmo princípio deveria ser valido para os alunos. Pois se o trabalho de um professor e dar aulas, o de um aluno e ir a escola e obter a respectiva qualificação. Se eu sou pago com um ordenado, os alunos são pagos com todos os sacrifícios que os pais fazem para lhes proporcionar uma vida condigna, e em muitos casos lhes darem coisas bem para além do estritamente necessário, ex roupas de marca, telemóveis topo de gama entre outros objectos, ou valores.
Deixem que sejam os pais a decidirem quais os tipos de castigos que podem ao não ser aplicados na escola dos seus filhos?
Mas educar não é apenas uma tarefa dos pais e da comunidade escolar, educar também é uma tarefa social e na qual todos temos responsabilidade. Por exemplo a algum tempos atrás um motorista da Resende (empresa de transportes públicos) recusou a andar com o autocarro até que alguém tivesse o bom senso se ceder o lugar a uma senhora com claras dificuldade de nubilidade. Ao motorista deixo os meus parabéns aos passageiros o meu insulto pelos 2 minutos ou mais que foram necessários até que algum se prontificasse a ceder o lugar e novo insulto pois foi uma das pessoas mais velhas que estava no autocarro que se levantou. Este e um acontecimento que me envergonha e que devia envergonhar todos nos.
Peço desculpa se estiver a ferir alguma susceptibilidades, mas a verdade e que tenho muita dificuldade em ficar calado ou em não expressar a minha opinião e indignação, mas de facto a muito que acredito que na origem dos problemas sócio económicos da sociedade estar sobretudo uma crise de valores/princípios e de expectativas, e que defendo profundas alterações no sistema de educação Português.
Vivemos numa sociedade em que quando há um acidente todo o português corre para ver mas quando assiste a uma agressão, roubo etc finge não ver.
No entanto volto a salientar que sou contra toda e qualquer tipo de violência seja qual for o seu intuito ou agente, e que muito mais que proibições defendo a regulamentação.
A educação cívica e moral do meu país esta de rastos afundada num esterqueiro, onde se perdeu a noção de respeito e de liberdade. Para quem não saiba a liberdade de um endivido termina quando começa a do outro.
Nota: Este texto não estabelece qualquer relação com as Mortes que aconteceram na praia do Meco
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