quinta-feira, 9 de janeiro de 2014



A solidariedade enquanto motor do desenvolvimento rural!

No último ano, assistiu-se a um aumento do número de jovens a quererem investir na agricultura, igualmente todos nós reconhecemos que a Agricultura já não é feita de "inchada na mão" mas sim ao volante de alfaias agrícolas que por norma tem um elevado custo de aquisição, o que limita a capacidade de investimento e desenvolvimento destas novas explorações agrícolas.
 Isto justifica se pois os empregos inexistentes fizeram com que a população mais jovem voltasse à sua "terra" e, aproveitasse um potencial  exequível por todos e, quando acompanhado do "saber fazer" e, conhecimento que permita investir em produtos originais/desconhecidos pode a médio prazo trazer benefícios para estes jovens. O problema coloca se no investimento inicial.  
Imaginemos um caso, a título exemplificativo, acabamos a Faculdade /curso e, não temos emprego certamente não teremos capital para investir na agricultura. Perguntamos como investir? Poderemos, por exemplo, querer produzir mirtilo. Exímio fruto para a saúde mas cuja produção requer investimento. Somos jovens, temos ideias, temos um ideal de vida mas falta-nos um suporte que permita avançar. E agora?
Isto fez me pensar que seria uma mais valia procurar capacitar as juntas de freguesia rurais com a maquinaria, considerada como básica, para a actividade agrícola, que passaria a estar disponível a utilização pelos “munícipes” desde que devidamente certificados/capacitados para a sua utilização, mediante reserva prévia e o pagamento de uma dada taxa, que serviria para garantir a sua correcta manutenção. Assim os jovens agricultores teriam de fazer um esforço inicial menor, ficando a sua consideração mais tarde ou mais cedo adquirir as suas próprias máquinas.
E se a solidariedade e entreajuda entre as freguesias e os seus habitantes é cada vez mais uma realidade, acredito que o mesmo também será possível entre as próprias juntas de freguesia. Há alguns dias ao falar com uma candidata a uma das juntas de freguesia de Lisboa esta alertava-me para o facto de não existir partilha de equipamentos e serviços entre juntas de freguesia vizinhas, o que representaria uma poupança monetária para ambas e um aumento da capacidade aquisitiva.

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