A solidariedade enquanto motor do desenvolvimento rural!
No último ano, assistiu-se a um aumento do número de jovens a
quererem investir na agricultura, igualmente todos nós reconhecemos que a
Agricultura já não é feita de "inchada na mão" mas sim ao volante de
alfaias agrícolas que por norma tem um elevado custo de aquisição, o que limita
a capacidade de investimento e desenvolvimento destas novas explorações
agrícolas.
Isto justifica se pois os empregos inexistentes fizeram com
que a população mais jovem voltasse à sua "terra" e, aproveitasse um
potencial exequível por todos e, quando acompanhado do "saber
fazer" e, conhecimento que permita investir em produtos
originais/desconhecidos pode a médio prazo trazer benefícios para estes jovens.
O problema coloca se no investimento inicial.
Imaginemos um caso, a título exemplificativo, acabamos a Faculdade
/curso e, não temos emprego certamente não teremos capital para investir na
agricultura. Perguntamos como investir? Poderemos, por exemplo, querer produzir
mirtilo. Exímio fruto para a saúde mas cuja produção requer investimento. Somos
jovens, temos ideias, temos um ideal de vida mas falta-nos um suporte que
permita avançar. E agora?
Isto fez me pensar que seria uma mais valia procurar capacitar as
juntas de freguesia rurais com a maquinaria, considerada como básica, para a
actividade agrícola, que passaria a estar disponível a utilização pelos
“munícipes” desde que devidamente certificados/capacitados para a sua
utilização, mediante reserva prévia e o pagamento de uma dada taxa, que
serviria para garantir a sua correcta manutenção. Assim os jovens agricultores
teriam de fazer um esforço inicial menor, ficando a sua consideração mais tarde
ou mais cedo adquirir as suas próprias máquinas.
E se a solidariedade e entreajuda entre as freguesias e os seus
habitantes é cada vez mais uma realidade, acredito que o mesmo também será
possível entre as próprias juntas de freguesia. Há alguns dias ao falar com uma
candidata a uma das juntas de freguesia de Lisboa esta alertava-me para o facto
de não existir partilha de equipamentos e serviços entre juntas de freguesia
vizinhas, o que representaria uma poupança monetária para ambas e um aumento da
capacidade aquisitiva.

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