Será correcto ainda chamar a estas, praticas de praxe?
Não será mais correcto chamar-lhes bullying!
Minha gente que tal se nos esforçarmos todos um pouco para acordar
para a realidade a chamar as coisas pelos seus devidos nomes. Recentemente o
bullying andou na boca de meio mundo, e por todo lado vão florescendo
especialistas nesta matéria mais rápido do que nascem os
cogumelos selvagens à sombra de uma qualquer arvore.
No entanto, devido aquilo que considero ter sido um acidente trágico, toda a gente fala nas praxes mas esquecem-se de dizer que, grande parte das vezes, as praxes são na verdade actos de bullying, que são socialmente aceites.
È verdade que se acredito que os 6 jovens que morreram no Meco, participavam de livre vontade num ritual praxistico, no entanto é bom recordar que o bullying não se limita a violência física, mas que pelo contrário tem uma grande expressão sobre a forma da violência e coação psicológica. Havendo no caso das praxes um facto especialmente importante, que é o facto desta violência psicológica ser exercida pela sociedade em geral, que faz os alunos acreditarem que se não participarem nas praxes, terão dificuldade em se integrar no meio académico, e que as encaram como um acto normal que pretende entregar os novos alunos no meio académico.
Reitero que as praxes não passam de actos de bullying aceites por uma parte substancial da sociedade, e perpetuados por um grupo de "marmanjos" com idade suficiente para serem responsabilizados criminalmente.
Quanto ao caso específico da tragédia que aconteceu no Meco quero acreditar que se tratou de um acidente, uma vez que tenho dificuldade em aceitar que alguém planeie a morte de 6 pessoas, acreditando que no máximo poderá vir a acontecer uma acusação por homicídio negligente, no entanto parece-me que a verdade dos factos dificilmente virá à tona, ficando para sempre o único sobrevivente condenado a conviver com a sua consciência.
Alerto ainda para o facto de muitas comissões de praxe e associações de estudantes serem geridas como verdadeiras empresas que geram lucros avultados, e que em muitos casos geram verbas que são utilizadas, para manter níveis de vida faustosos dos seus membros só assim se explica o facto de haver universidades com grau duque com 40 anos. Numa altura em que um grande numero de faculdades tem dificuldades de tesouraria serias e que em alguns casos tem vindo a comprometer a qualidade do encimo quer seja por falta de matérias, ou por falta de professores, havendo já no ensino universitário uma espécie de professores tarefeiros que são pagos a baixo da sua categoria profissional e através de contratos a tempo parcial que normalmente não excedem os 50%. E vergonhoso para um país que se quer mostrar como estando na vanguarda do conhecimento a professores a ser contratados para dar uma só cadeira e a receber menos que o ordenado mínimo nacional. Há professores que se podem orgulhar de estar a prestar serviço voluntário, uma vez que recebem ordenados inferiores aos gastos inerentes a sua profissão, e frequente ouvir professores desabafarem que pagam para trabalhar.
O nosso ensino esta a vários níveis e por responsabilidade de muita gente completamente de rastos.
Às famílias das vitimas dos Meco deixo a minha nota de solidariedade, e também de culpa por fazer parte de uma sociedade teoricamente socialmente evoluída mas que permite e aceita actos de bullying entra maiores de idade encobertos pela mascara das praxes.
P.s, se escreverem no motor de busca do google para imagens pondo a palavra praxe as imagens na minha opinião em muitos casos humilhantes ou violentas sucedem-se, dai ter optado por este ilustração.
No entanto, devido aquilo que considero ter sido um acidente trágico, toda a gente fala nas praxes mas esquecem-se de dizer que, grande parte das vezes, as praxes são na verdade actos de bullying, que são socialmente aceites.
È verdade que se acredito que os 6 jovens que morreram no Meco, participavam de livre vontade num ritual praxistico, no entanto é bom recordar que o bullying não se limita a violência física, mas que pelo contrário tem uma grande expressão sobre a forma da violência e coação psicológica. Havendo no caso das praxes um facto especialmente importante, que é o facto desta violência psicológica ser exercida pela sociedade em geral, que faz os alunos acreditarem que se não participarem nas praxes, terão dificuldade em se integrar no meio académico, e que as encaram como um acto normal que pretende entregar os novos alunos no meio académico.
Reitero que as praxes não passam de actos de bullying aceites por uma parte substancial da sociedade, e perpetuados por um grupo de "marmanjos" com idade suficiente para serem responsabilizados criminalmente.
Quanto ao caso específico da tragédia que aconteceu no Meco quero acreditar que se tratou de um acidente, uma vez que tenho dificuldade em aceitar que alguém planeie a morte de 6 pessoas, acreditando que no máximo poderá vir a acontecer uma acusação por homicídio negligente, no entanto parece-me que a verdade dos factos dificilmente virá à tona, ficando para sempre o único sobrevivente condenado a conviver com a sua consciência.
Alerto ainda para o facto de muitas comissões de praxe e associações de estudantes serem geridas como verdadeiras empresas que geram lucros avultados, e que em muitos casos geram verbas que são utilizadas, para manter níveis de vida faustosos dos seus membros só assim se explica o facto de haver universidades com grau duque com 40 anos. Numa altura em que um grande numero de faculdades tem dificuldades de tesouraria serias e que em alguns casos tem vindo a comprometer a qualidade do encimo quer seja por falta de matérias, ou por falta de professores, havendo já no ensino universitário uma espécie de professores tarefeiros que são pagos a baixo da sua categoria profissional e através de contratos a tempo parcial que normalmente não excedem os 50%. E vergonhoso para um país que se quer mostrar como estando na vanguarda do conhecimento a professores a ser contratados para dar uma só cadeira e a receber menos que o ordenado mínimo nacional. Há professores que se podem orgulhar de estar a prestar serviço voluntário, uma vez que recebem ordenados inferiores aos gastos inerentes a sua profissão, e frequente ouvir professores desabafarem que pagam para trabalhar.
O nosso ensino esta a vários níveis e por responsabilidade de muita gente completamente de rastos.
Às famílias das vitimas dos Meco deixo a minha nota de solidariedade, e também de culpa por fazer parte de uma sociedade teoricamente socialmente evoluída mas que permite e aceita actos de bullying entra maiores de idade encobertos pela mascara das praxes.
P.s, se escreverem no motor de busca do google para imagens pondo a palavra praxe as imagens na minha opinião em muitos casos humilhantes ou violentas sucedem-se, dai ter optado por este ilustração.

Sem comentários:
Enviar um comentário