domingo, 2 de junho de 2013

Obrigados a agonizar até a morte!



«Frequentemente os acontecimentos alteram os nossos planos, isto é algo que me acontece recorrentemente. Tinha prometido publicar mais algumas reflexões sobre o desemprego, mas apesar de estas já estarem escritas terão de ficar para mais tarde. Igualmente tinha prometido expor as minhas convicções, naturalmente abertas a dialogo, e em constante mutação, quanto a adopção de crianças por casais gays mas considero que o texto que hoje trago a publico assume uma certa urgência.
Urgência esta que tenho vindo a adiar, mas motivado pelo Telefilme RTP que passou ontem a noite na RTP1, (A viagem do Sr. Ulisses), que na minha opinião é um bom exemplo de serviço publico, senti que era tempo de falar sobre a saúde e sobre um tema talvez mais polémico que a adopção por casais gays.
Penso que de forma mais ao menos consciente todos temos noção de que os nossos hospitais passaram a ter uma preocupação acrescida com os custos, facto este que por si só até me parece bem. Assim estaria plena mente de acordo com esta preocupação se o controle de custos, não estivesse muitas vezes a ser feito do lado da terapêutica médica. Assim cada vez mais os hospitais procuram substituir medicamentos, por similares mas de menor custo, sobre tudo em casos de doenças em que as possibilidades de cura são diminutas, ou em doenças consideradas banais.
É verdade que os medicamentos genéricos têm o mesmo princípio activo, mas também é verdade que os incipientes, que determinam a forma como o organismo absorve a medicação, são diferentes de laboratório para laboratório, assim como é diferente a reacção do paciente aos mesmos, o que faz com que a poupança conseguida através do recurso a medicamentos genéricos nem sempre seja real, pois se o tratamento for mais prolongado, provavelmente o medicamento mais caro, ao fazer efeito mais rapidamente implicaria menos custos Assim muitas vezes levados pela anciã de diminuir os custos os gestores Hospitalares acabam por os fazer crescer.
Mas acima de tudo o que me levou a escrever este texto foi, um facto do qual tive conhecimento a algum tempo mas só agora senti segurança e tive coragem de tornar público.

Chegou-me aos ouvidos que, numa dada unidade hospitalar da região norte do país, para que 4 crianças com doença em fase terminal terem direito a morfina, haverá um adulto que vai ter de agonizar até morrer.
O estado neste momento não tem capacidade nem interesse financeiro para resolver a dor com medicamentos que possam minimizar o sofrimento, obrigando o cidadão a agonizar até a morte, enquanto lhe nega, por outro lado, o direito a decidir sobre a sua própria vida.
Nunca consegui entender por que razão tem o estado a superioridade sobre a decisão pela vida ou pela morte de cada um de nós. Sempre fui defensor da eutanásia – felizmente já foi adoptado o testamento vital – levando-me a perguntar: para quando a liberalização e regulamentação da Eutanásia? Penso que todos devemos ter o direito de pôr fim ao nosso sofrimento da forma menos dolorosa possível.
Recomendo, assim, o filme "Mar Adentro" do realizador Alejandro Amenábar»

E deixo ainda um ultimo pedido que vai para alem de uma possível discussão em turno do polémico assunto da Eutanásia, sendo que já algum tempo que o país tomou uma decisão, favorável e em referendo quanto a eutanásia eugenica, para evitar um possível futuro “sofrimento” de uma criança ou de uns pais”
O meu apelo vai, no sentido de que olhem e cuidem um pouco mais dos “vossos” Acreditem que em muitas “constipações” uma sopa quente feita de afectos é uma terapêutica bem mais eficaz de que qualquer Benurom

1 comentário:

  1. Como se não bastasse o estado português estar a obrigar determinadas pessoas a agonizar até a morte, agora o estado prepare-se para em nome da poupança, fazer com que as pessoas que tenham de ser operadas, nos hospitais públicos corram um forte risco de contrair novas doenças.

    http://expresso.sapo.pt/ministerio-impoe-poupanca-que-pode-ser-um-atentado-a-saude=f812847

    ResponderEliminar